The Dark Queen of Mortholme: O Soulslike Onde Você É o Chefe Final e a Narrativa Brilha de Forma Inovadora
Um conceito inovador para o fim de ano
Em busca de experiências mais curtas para as festas de fim de ano, o Indie Game Awards 2025 revelou verdadeiras joias. Entre elas, destaca-se The Dark Queen of Mortholme, um título que foge do comum ao propor que o jogador assuma o papel do chefe final em um soulslike 2D. Disponível por um preço acessível no Steam, o jogo oferece uma inversão de papéis intrigante.
A perspectiva da vilã
A premissa de The Dark Queen of Mortholme é simples, mas poderosa: em vez de controlar o herói incansável, você é a Rainha Sombria, o boss final de uma masmorra. O jogo se desenrola em uma única sala de chefe, onde a Rainha, de seu trono, humilha o herói com palavras e poder. Contudo, a cada derrota, o herói retorna mais astuto, desafiando a própria Rainha a questionar seu papel e propósito.
Narrativa envolvente e escolhas significativas
Apesar de sua curta duração, estimada entre 30 e 50 minutos, The Dark Queen of Mortholme aposta forte em sua narrativa. Com múltiplos finais e escolhas de diálogo inteligentes, o jogo recompensa o jogador com uma história que se aprofunda a cada tentativa. A Rainha, que nunca deixou seu trono, começa a ser influenciada pelas ideias do herói, criando um dilema moral e existencial.
Pontos de atrito na jogabilidade
Entretanto, a experiência não é isenta de falhas. A mecânica de combate, embora evolua com o ganho de poderes, pode se tornar repetitiva e frustrante. O herói, após um tempo, passa a prever todos os movimentos da Rainha, tornando as lutas injustas e, por vezes, impossíveis de vencer de forma franca. Problemas técnicos como input lag e hit boxes imprecisas também prejudicam a fluidez do gameplay, envelhecendo a experiência.
Um saldo positivo apesar dos contratempos
Apesar dos desafios de jogabilidade e da potencial repetitividade, The Dark Queen of Mortholme se destaca pelo seu conceito criativo, diálogos afiados e um custo-benefício atrativo. A arte em pixel art é elogiável, especialmente o design da Rainha Sombria. A localização para o português do Brasil, com pequenos deslizes, não compromete a imersão. O jogo é uma experiência singular que vale a pena ser conferida, especialmente por aqueles que buscam algo fora do convencional no gênero soulslike.



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